quarta-feira, 31 de agosto de 2011 0 comentários

Aconteceu 31 de agosto 1980 (Flamengo sagrou-se bicampeão do Torneio Ramón de Carranza)

Com uma vitória diante do Betis, por 2 a 1, o Flamengo sagrou-se bicampeão do Torneio Ramón de Carranza, disputado na Espanha. Apesar de muito marcado pelo time espanhol, Zico foi o destaque do jogo e autor dos dois tentos rubro-negros, assim como havia feito na conquista do Torneio de Santander, poucos dias antes.

O Jornal do Brasil, na época, destacou o apoio dos espanhóis ao bom futebol apresentado pelo Flamengo: "O público, de pé, não deixou o estádio enquanto a equipe do Flamengo permaneceu em campo. Afinal, foi uma grande exibição. Do mais puro futebol brasileiro. A apresentação do Flamengo foi realmente espetacular".

Confira a ficha técnica do jogo:
Flamengo 2x1 Betis (Espanha)
Final do Torneio Ramón de Carranza
Estádio: Ramón de Carranza - Cádiz (ESP)
Juiz: Juan Uriza (ESP)
Time: Cantarele, Carlos Alberto, Rondinelli, Marinho e Júnior; Andrade, Carpegiani e Zico; Tita, Nunes e Adílio; Técnico: Cláudio Coutinho
Gols: Zico (4' e 37' do 2º tempo), para o Flamengo, e Moran, de pênalti (35' do 2º tempo), para o Betis

1972
Em partida válida pelo triangular final do Cariocão, o Flamengo venceu o Vasco por 1 a 0, no Maracanã. Apesar de Paulo Cesar Caju, autor do gol rubro-negro, ter tido boa atuação, foi o meia Liminha que recebeu o "título" de melhor da partida, de acordo com as publicações da época.

Confira a ficha técnica da partida:
Flamengo 1x0 Vasco
1º jogo do Triangular Final do Campeonato Carioca
Estádio: Maracanã
Público: 77.915
Juiz: Arnaldo César Coelho
Time: Renato, Moreira, Chiquinho Pastor, Reyes e Vanderlei Luxemburgo; Liminha e Zé Mario; Rogério (Vicentinho), Caio Cambalhota, Doval e Paulo César Caju; Técnico: Zagallo
Gol: Paulo César Caju (16' do 1º tempo)

domingo, 19 de setembro de 2010 0 comentários

Programa Nação Independente

Programa Nação Independente




















Ola estou criando um programa para uma radio da web.

No progra estarei tocando varias bandas,grupo, duplas etc que estão começando e independentes.

Peço a quem estiver interessado em divulgar seu trabalho no programa
entrem em contato no e-mail:mauricio.muniz@gmail.com

O Programa será uma vez por mês no Sábado das 14 as 16 na Radio da Nação www.radiodanacao.com.br

Todos os estilo são bem vindos.

A ideia é depois criar uma coletanea com as Bandas que os ouvintes mais gostarem.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010 0 comentários

Entrevista com Müller: convivendo com muitos elogios



Ele é a grande revelação da seleção alemã: com quatro gols, três assistências e um jeito tranquilo dentro e fora dos gramados, Thomas Müller mostrou muito serviço logo na sua primeira aparição na Copa do Mundo da FIFA. O jogador de 20 anos também passou por um momento amargo na competição: devido à suspensão automática por dois cartões amarelos, teve de assistir com a torcida o seu país ser derrotado por 1 a 0 pela Espanha na semifinal.

Para a disputa do terceiro lugar contra o Uruguai em Port Elizabeth, neste sábado, Müller está decidido a voltar e fazer a sua parte para que a equipe tricampeã mundial possa se despedir da África do Sul com uma vitória. E o atleta está muito concentrado para alcançar esse objetivo. O FIFA.com fez uma entrevista exclusiva com o camisa 13 da Alemanha no hotel próximo de Pretoria, onde a Nationalelf está hospedada.

Thomas, há dois dias vocês caíram diante da Espanha na semifinal da Copa do Mundo da FIFA 2010. Agora vem a disputa pelo terceiro lugar. O que prevalece: o sentimento de frustração ou novo ânimo?
É um pouco complicado para nós. Criou-se muita expectativa e acabamos não correspondendo na semifinal. Queremos simplesmente encerrar bem a nossa participação no torneio, caso contrário voltaremos para casa com um nó na garganta. Afinal não queremos deixar uma má impressão nessa Copa do Mundo. É obrigação nossa evitar isso de qualquer forma. Temos que vencer e devemos isso a nós mesmos e à nossa imensa torcida.

Então a missão está traçada: continuar jogando ofensivamente, encantar a torcida e conquistar o terceiro lugar?
Exatamente! Queremos mostrar e provar isso novamente. Fomos muito elogiados aqui na África do Sul, especialmente pela mídia internacional, por atuar dessa forma. Mostraremos novamente do que somos feitos.

Como você avalia o Uruguai?
O Uruguai se apresentou nessa Copa do Mundo de maneira brilhante. Eles têm ótimos jogadores no ataque e, na defesa, são muito aguerridos e gostam de marcar individualmente. Uma coisa está clara: não será um jogo fácil. Vamos ter que atacar muito. Mas temos as armas certas e, acima de tudo, o lado psicológico.

Até agora você já fez quatro gols neste Mundial. Você está pensando em conquistar a Chuteira de Ouro adidas?
Vou para o jogo sem nenhuma pressão. Se eu conseguir marcar, ficarei feliz. Mas com Miroslav Klose temos outro no time com objetivos ainda maiores: ele pode bater o recorde de gols na história das Copas do Mundo. Veremos como o jogo se desenvolve. Como sempre, queremos fazer o maior número possível de gols.

Como um dos três candidatos ao prêmio de Melhor Jogador Jovem Hyundai da Copa do Mundo da FIFA 2010, você tem esperanças de ganhar este título?
Fico feliz por ter sido nomeado. É como se fosse um prêmio de consolação, já que fomos derrotados na semifinal. Para mim pessoalmente seria uma confirmação do meu trabalho conquistar esse título, reconhecido no mundo inteiro.

Vencer esse prêmio seria para você a coroação de uma incrível primeira temporada como jogador profissional?
Sim, com certeza. Com o Bayern de Munique tivemos uma ótima temporada, correu tudo bem para mim pessoalmente, fiz muitos gols e também dei assistências. Isso dá muita autoconfiança. Mas chegar à seleção alemã foi uma grande novidade para mim. É um sentimento ótimo quando a última competição de toda uma temporada termina tão bem. É uma loucura quando tudo dá certo.

Há quatro anos, Lukas Podolski conquistou esse título na Alemanha, o que gerou muitas expectativas em torno do jovem atacante. Mas você não parece ser alguém muito preocupado com isso...
Pode ser que outros esperem de mim um superdesenvolvimento. Eu acho que tanto elogio é apenas uma confirmação do meu desempenho aqui na África do Sul. Me apresentei bem e tenho orgulho disso. De resto, não permito que a pressão perturbe o meu bom trabalho.

Aqui na África do Sul você está jogando em uma equipe jovem, criativa e ofensiva. Essa constelação de fatores foi importante para o seu bom desempenho no torneio?
Não sou o tipo de jogador que tenta driblar cinco adversários para fazer um gol. Necessito de bons atacantes ao meu lado para poder jogar bem. Temos excelentes jogadores no elenco com os quais harmonizo perfeitamente. Outra coisa importante é que me entendo bem com os meus colegas, no campo e fora dele.

No Bayern de Munique você joga em uma posição central do setor ofensivo. Na seleção alemã, você joga mais pelo flanco direito. Essa mudança foi melhor para você?
Para mim tanto faz. Na atual posição pelo lado direito sempre me movimentei diagonalmente em direção ao centro para chutar em gol. Sei onde procurar os buracos na defesa adversária; é isto que importa.

Futebol à parte: o que você acha da sua primeira participação na Copa do Mundo da FIFA?
Todo esse ambiente me surpreendeu bastante. A África do Sul é ótima! Os sul-africanos são muito simpáticos e cordiais. Realmente me senti muito bem nesse país.

Na sua opinião, quem vai ser o novo campeão mundial?
A Espanha tem mais potencial para conquistar o título. É um elenco espetacular, muito organizado e criativo no ataque, com jogadores de classe mundial. Mas não dá para subestimar os holandeses. Não jogaram tão bem quanto se esperava durante a competição. Descobriram, contudo, que podem ser bem-sucedidos. Claro que estou torcendo pelos meus colegas de clube Mark van Bommel e Arjen Robben. Mas acima de tudo espero por um grande jogo!
sábado, 19 de junho de 2010 0 comentários

Entrevista com Oliver Bierhoff

Bierhoff: "O futebol pode trazer grandes benefícios"'Bierhoff:

Quando o nome de Oliver Bierhoff é mencionado, inevitavelmente os fanáticos por futebol de todo o mundo se recordam dos seus muitos gols de cabeça. O ex-atacante da seleção alemã deixava em pânico as defesas do Campeonato Italiano na década de 1990 e, na temporada 97/98, sagrou-se artilheiro do Calcio com 27 gols pela Udinese.

Mas o gol mais importante da carreira do centroavante foi marcado com o pé esquerdo. O gol de ouro na final da Euro 1996 contra a República Tcheca entrou para a história do futebol, dando o título europeu à Alemanha. Além disso, Bierhoff, que disputou 70 partidas pela seleção, foi escolhido o melhor jogador alemão de 1998 e, um ano depois, conquistou o título italiano pelo Milan. Façanhas como essas comprovam a grandeza do atleta nascido em Karlsruhe há 41 anos, que, como dirigente, tem mostrado ser tão eloquente quanto era perigoso como jogador.


Paralelamente à carreira nos gramados, Bierhoff realizou estudos à distância em economia. Há cinco anos ele ocupa o cargo de diretor da seleção alemã, formando uma parceria de sucesso com o técnico Joachim Löw. Bierhoff concedeu uma entrevista exclusiva ao FIFA.com para falar sobre a atmosfera e a paixão pelo futebol na África do Sul, suas expectativas em relação à Copa do Mundo da FIFA 2010 e também sobre a importância de craques de renome internacional no futebol alemão.


Bierhoff, você esteve na Copa das Confederações da FIFA 2009 há alguns dias juntamente com Joachim Löw. Quais foram as suas impressões?

Já havia ido algumas vezes para lá e é sempre muito agradável ver o entusiasmo do povo. É impressionante o quanto os sul-africanos ficam alegres com duas coisas: música e futebol. Também fiquei surpreso com a ótima organização nos estádios. Sempre havia muitos funcionários para dar informações. Certamente é uma atmosfera nova, principalmente por causa das vuvuzelas, mas é interessante.


Então, você acredita que podemos esperar um ambiente alegre e animado na África do Sul 2010?

Sem dúvida, é o que espero. Todos sabem que o futebol pode trazer grandes benefícios. A África do Sul e todo o continente africano se beneficiarão muito com o torneio. Será uma Copa do Mundo bem diferente do Mundial da Alemanha, entre outras razões, pelas condições climáticas diferentes. Mas acredito que os torcedores dos outros países estarão preparados para interagir com os sul-africanos e aceitar as condições existentes. Espero também que as semanas do torneio transcorram de forma pacífica, justamente por se tratar da Copa do Mundo.


Você mencionou as condições climáticas. Foi algo que o surpreendeu?

Não fiquei surpreso, mas consegui compreender melhor esse aspecto depois de ter estado lá e sentir as temperaturas. Antes da minha viagem anterior, eu nunca tinha ido para a África do Sul durante o inverno. Fazia muito frio em Bloemfontein. Os dias são ensolarados e o céu é azul, mas ao cair da noite fica muito frio. É possível adaptar-se a isso também, mas acredito que, para os europeus, será mais fácil do que jogar no calor do Brasil ou do Texas, por exemplo.


Normalmente, os europeus vencem as Copas do Mundo da FIFA disputadas na Europa e os sul-americanos vencem as disputadas fora da Europa. Logicamente, há exceções, por exemplo, a conquista do Brasil na Suécia em 1958. Você acha que outra exceção pode acontecer na África do Sul com a vitória de uma seleção europeia?

Acho que sim. Para nós, não será desvantagem jogar na África. Por outro lado, os melhores jogadores das outras seleções também jogam na Europa e estão acostumados a esse tipo de clima. Portanto, acho que o clima não será vantagem para nenhuma seleção de nenhum continente.


A julgar pela Copa das Confederações da FIFA 2009, você acha que teremos uma grande Copa do Mundo?

A Copa das Confederações é importante principalmente porque é uma ótima ocasião para testar a organização e o preparo do país-sede. Além disso, as seleções também têm a oportunidade de se familiarizar com o país onde disputarão o mundial. Também é importante para que o país todo se dê conta de que o mundial está se aproximando, que falta apenas um ano. Nesse sentido, a Copa das Confederações foi excelente.



Podemos dizer que a Alemanha está entre as favoritas ao título?

Acho que sim, somos um dos favoritos, já que ficamos na terceira colocação na Copa do Mundo em 2006 e fomos vice-campeões da Euro 2008. As seleções europeias desempenharão um papel muito importante. Mas também precisamos lembrar que é possível que uma seleção africana surpreenda, dependendo de quem se classificar e de quem estará em um momento melhor. O Egito se apresentou bem na Copa das Confederações. Além disso, não podemos nos esquecer das seleções tradicionais, como Argentina e Brasil, que, para mim, são as grandes favoritas.


No Grupo 4 das eliminatórias europeias, a disputa pela vaga direta está acirrada entre Alemanha e Rússia. Como estão os ânimos da seleção alemã em relação ao jogo decisivo na Rússia em outubro?

Por um lado, estamos em uma situação boa, porque somos os líderes do grupo. Por outro lado, estamos um pouco tensos, obviamente. Os russos venceram a Finlândia fora de casa, por isso já sabemos que não podemos perder em Moscou. A seleção deles é muito boa. A qualidade da Rússia também pode ser observada pelo bom rendimento que os clubes do país têm mostrado. Além disso, eles têm o Guus Hiddink, que é um técnico muito experiente. Por essas razões, vamos para o jogo em outubro com muita concentração e respeito pelo adversário. Mas chegamos à final da Euro 2008, então precisamos ter confiança em nós mesmos para buscar o resultado necessário na Rússia.


Dois atacantes da seleção alemã, Miroslav Klose e Mario Gómez, jogarão juntos no Bayern de Munique na próxima temporada. Pensando na Copa do Mundo da FIFA 2010, você acha que isso pode ser positivo para a Alemanha?

Sem dúvida pode ser uma vantagem se os dois jogarem bem juntos e estiverem em boa fase. Acho também que jogar em um clube de ponta como o Bayern será bom para a preparação do Mario para a Copa do Mundo. Ele poderá se acostumar com a pressão e jogará em nível internacional na Liga dos Campeões.


Alguns jogadores excepcionais, como Cristiano Ronaldo e Lionel Messi, são assunto em todo o mundo. A Bundesliga conta com Franck Ribéry, que também é um jogador fora de série. Você gostaria de também ter um astro como esses na seleção alemã?

(risos) Sem dúvida, eu aceitaria sem problemas que os três jogassem pela nossa seleção. Também temos alguns bons jogadores, mas realmente precisamos voltar a produzir grandes craques, como nos anos 90. Este é um dos objetivos do futebol alemão. Atualmente, o espírito de equipe tem sido o mais importante para nós. Nossos jogadores são muito bons, mas não contamos com um jogador fora de série, como os que você mencionou.

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Entrevista com ex Artilheiro e Tecnico Jürgen Klinsmann

Klinsmann vê equilíbrioKlinsmann vê equilíbrio

O nome de Jürgen Klinsmann será sempre lembrado pela grande campanha da Alemanha na Copa do Mundo da FIFA 2006. O ex-atacante ocupou o cargo de técnico da seleção alemã e a conduziu até as semifinais do torneio, despertando uma euforia sem igual no país, que foi a sede da competição.

O evento foi inesquecível, com imagens das festas dos torcedores em várias cidades da Alemanha transmitidas a milhões de pessoas em todo o mundo. Klinsmann mereceu boa parte dos créditos pelo sucesso do selecionado germânico logo na sua primeira experiência como treinador. Após a Copa do Mundo da FIFA 2006, ele deixou o comando da seleção por motivos pessoais.

Em julho de 2008, Klinsmann foi contratado para ser o técnico do Bayern de Munique, mas acabou sendo dispensado depois de apenas dez meses. Hoje com 45 anos, o ex-atacante tem no currículo passagens como jogador por grandes clubes como Bayern, Internazionale de Milão e Tottenham, além de ter conquistado a Copa do Mundo da FIFA 1990 e a Euro 1996 pelo seu país.

O FIFA.com realizou uma entrevista exclusiva com Klinsmann, que mora atualmente na Califórnia. O ex-jogador, que disputou 108 partidas pela seleção alemã, apontou os seus favoritos e falou sobre as possibilidades da Alemanha na África do Sul 2010.

O sorteio final da Copa do Mundo da FIFA foi realizado há algumas semanas para determinar os grupos da primeira fase. Você acompanhou o sorteio? O que achou do evento na Cidade do Cabo?
É claro que acompanhei tudo pela televisão e fiquei contente em ver que a organização para o Mundial esteja correndo tão bem. A África do Sul cumpriu sem problemas mais uma etapa dos preparativos. Fiquei admirado com o trabalho deles.

Quais são as suas impressões sobre o país que receberá a próxima Copa do Mundo da FIFA? O que podemos esperar no ano que vem?
Acima de tudo, estou esperando uma grande Copa do Mundo. Não podemos comparar a próxima edição com outras anteriores, porque uma Copa do Mundo é sempre muito diferente das outras. Será o primeiro evento dessa grandiosidade em solo africano, e acredito que temos o dever de fazer a nossa parte para que seja um torneio maravilhoso.

Vamos tratar um pouco dos grupos. Qual a sua opinião sobre os resultados do sorteio?
Há alguns grupos com três seleções incrivelmente fortes e uma correndo por fora e outros com quatro seleções igualmente fortes. É difícil fazer previsões, porque as seleções terão de enfrentar algumas realidades com as quais nunca tiveram de lidar antes, como o ar montanhês e o inverno da África do Sul. Poderá ser uma Copa do Mundo cheia de surpresas.

Quais são as chances dos favoritos, como Brasil, Inglaterra e Argentina, e quais as chances da África do Sul?
Estou convencido de que nunca houve uma Copa do Mundo com tantos favoritos. Pelo menos oito seleções estão em condições de brigar pelo título. O Mundial será muito equilibrado. Entretanto, não podemos nos esquecer de que ainda falta meio ano e muita coisa ainda pode acontecer.

Quem são os principais favoritos ao título na sua opinião?
Todos os cabeças-de-chave estão entre os favoritos. Entretanto, algumas das outras seleções também estão, principalmente Portugal e França. Além desses países, haverá ainda algumas equipes correndo por fora, como a Costa do Marfim e o Chile, que fizeram excelentes campanhas nas eliminatórias.

Quais jogadores você acha que vão se destacar individualmente?
Nenhum jogador consegue conquistar um torneio tão difícil sozinho. É fundamental que os seus companheiros também tenham muita qualidade. Obviamente, jogadores como Messi, Kaká, Drogba ou Cristiano Ronaldo têm condições de vencer a Copa do Mundo. Entretanto, para que isso ocorra, os companheiros de seleção também precisarão jogar bem.

E quanto ao grupo da Alemanha? Qual a sua opinião sobre Austrália, Sérvia e Gana?
Eu diria que o grupo poderia ter sido mais difícil, mas também poderia ter sido mais fácil. A Sérvia será um adversário bastante complicado para a Alemanha. Estou na expectativa pela partida contra a Austrália, que tem muita combatividade e que quase venceu a Itália em 2006. Também será muito interessante o duelo contra Gana, que estará jogando no seu próprio continente.

Até onde você acha que a seleção alemã pode chegar na África do Sul 2010?
Uma seleção como a Alemanha sempre entra com o objetivo de ser campeã. Com um pouco de sorte, isso poderá se tornar realidade. Desde 2004, a seleção alemã chegou pelo menos às semifinais em todos os torneios que disputou. Quando a competição se aproxima do fim, as partidas são decididas nos detalhes. O selecionado germânico está melhor tecnicamente com a chegada de novos jogadores, como o Mesut Özil.

Você não sentiu uma certa melancolia ao assistir ao sorteio, por se lembrar de que há quatro anos você estava presente como técnico do seu país?
Melancolia é a palavra errada. Estou aguardando ansiosamente o Mundial e estou contente com o meu papel como comentarista de televisão.

Você não se arrepende de ter deixado o comando da seleção alemã?
Não costumo me arrepender das minhas decisões. Eu não tinha outra opção na época além de deixar o cargo. A minha família foi a prioridade.

Você vai trabalhar como comentarista de televisão na África do Sul no ano que vem. Pensa em continuar como comentarista depois da Copa do Mundo da FIFA?
Ainda não decidi isso. Vou tentar ficar bem tranquilo durante as transmissões e espero entreter os espectadores e transmitir alegria a eles. Ainda não sei se voltarei a trabalhar diretamente com futebol depois do torneio.

Sempre há muitos rumores de que algum clube está tentando contratá-lo. Quando você pretende voltar a trabalhar como treinador?
Os boatos sempre existem mesmo. Mas provavelmente não vou assumir nenhum novo projeto antes da Copa do Mundo. O que farei depois permanece em aberto.

 
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